O causo é que as crianças aqui da rua fizeram um Happy Halloween aqui. Tocaram a campainha fantasiadas e ganharam uns poucos doces.
E eu me matando de rir.
Oktober, 30.
NÃO É UMA VACA NO DESENHO
A vaca no pasto muge.
A vaca no pasto muge.
O fazendeiro bate em sua cabeça
A tritura toda
E então temos hambúrgeres
Zofia é romena. Eu sou brasileiro. Postei aqui às 18:27. Até mais.
Saturday. October, 16.
TEMÁTICA IRREMEDIÁVEL
Volta e meia volta tudo outra vez.
E pra variar tudo se volta contra mim. Que de mago virei vítima.
Como volta e meia eu escrevo coisas que só eu entendo, aqui vai mais um postzinho daqueles que só eu sei o que escrevi.
Mas talvez eu explique mais algum dia desses, quando eu explicar tudo o que eu estou devendo.
Meus moments agora são de down, e volta e meia isso acontece.
E pra isso, uma musiquinha-fossa cai bem.
Por isso, volta e meia eu ouço Silverchair, que é uma das coisas mais down que eu encontrei por aqui, às voltas pela estante.
Transcrevendo em versos: aí voltam coisas:
Leave me alone, I want to live
Stop suckin' the blood right out of me...
If I died right now, who am I?
You tell me you seem to know everything else.
Need a pathway, need a guide
Contemplating suicide
No Association
Dark Wizard is saving power for coming back and kill his enemies. Time? Who minds? (00:20)
O pequeno menino no espelho, Fernando, cuja identidade secreta era Odnanref, que fazia parte da Associação Secreta Olho de Gato, costumava fazer aniversário no dia da criança, ou seja, hoje mesmo.
O homem que sempre foi menino, seja escrevendo, seja fazendo jornalismo, seja fazendo qualquer coisa, geralmente útil, ou observando uma família, uma moça ao ponto de ônibus... seja fazendo o que for, era sempre o Fernando ali.
E pensar que a hora do pesar chegaria justo algumas horas antes de hoje...
O tempo é irônico, o mundo é irônico, os mentecaptos são irônicos, tudo é estranho. Uma última crônica talvez pudesse observar isso muito bem.
Mas ao mesmo tempo o mundo também é humorístico. Pegar elevadores errados, contar isso com a maior naturalidade, esconder galinhas embaixo das bacias, ficar invisível...
O Fernando fez tudo isso, sabia?
E inclusive escreveu quarenta e nove grandes clássicos, e alguns viraram filmes.
Mas justo em cima da hora, ele resolveu que ia e pronto.
Estava no Rio, acompanhado da família. E feliz, foi. Apenas mudou seu plano.
E além de tudo, o vestibular que eu vou tentar no final do ano já tinha escolhido um belo livro do Fernando, que eu já tinha lido, achado o máximo e que realmente é o melhor da lista. Li em menos de doze horas.
O Fernando sempre escreveu coisas ótimas e sempre elas foram bem lidas. Vários números passam de 60 edições.
Não está difícil de adivinhar quem é Fernando, e por que aparece essa singela mensagem nesse humilde blog.
Sim, é a minha homenagem a um dos melhores e mais fantásticos escritores não só do Brasil como do mundo inteiro, chamado simplesmente Fernando. Fernando Sabino.
É uma pena que ele tenha escolhido um momento desses, véspera de aniversário, para tirar férias. Aliás, acho que ele foi bem espertinho... talvez seja legal passar o aniversário em outra dimensão, experimentar coisas novas... não sei, ninguém voltou ainda para contar... ninguém voltou do que conhecemos como o Fim.
E tem uma coisa eu pude aprender com o majestoso Fernando: "No fim dá certo. Se não deu certo é porque não chegou ao fim."
Aqui fica minha homenagem a Fernando Sabino.
Gostaria que ele soubesse que ele foi um dos que me fez aprender a cronicar.
Adeuses e saudades das letras sabinas.
Esta foi a Grande Crônica em Luto, por Thiago, às 01:55.